domingo, 17 de agosto de 2008

2. Sul de Espanha e ferry boat para Tânger

Como disse, de bagageira cheia de tralhas e cabeça cheia de expectativas saímos de Lisboa a 28 de Julho rumo ao sul de Espanha, para pernoitar em Tarifa.

Somos dois, eu a Sofia e o Gonçalo.

Como a Eunice nos indicou um camping lá para Caños de Meca, aberto toda a noite e em plena agitação do Sul de Espanha em Agosto íamos à confiança e já era quase uma da manhã quando arribámos ao camping (um dos) e batemos com o nariz na porta. Que já era muito tarde e que não podíamos fazer barulho a montar a tenda... Nem o argumento da Quechua 2 segundos nem o barulhão que existia à nossa volta foi suficiente para o demover.

Felizmente demos com um outro camping acabadinho de estrear mesmo ao lado, com alvéolos de relvinha fofa, papel higiénico e gel de mãos nos balneários! Um luxo!

No dia seguinte acordámos a horas decentes para fazer a meia dúzia de kilómetros que nos separavam de Tarifa para apanhar o ferryboat para Tânger... Mas... o tráfego de ferrys com saída de tarifa estava cancelado até dia 5 de Agosto. A indicação que nos deram é que espervavam uma forte afluência nesse período e como o porto era muito pequeno.... enfim lá fomos para Algeciras... Sofrer uma seca muito grande ao sol dentro do carro e na fila para o embarque...

O stresse do embarque:
Bom, eram aproximadamente 13h. quando entrámos no porto de Algeciras, para comprar bilhetes e levantar Euros para trocar por Dirhams.
´´As 14.30 ainda estávamos dentro do carro ao sol, a tirar a pinta dos marroquinos que nos pareciam fisionómicamente semelhantes, com o mesmo formato de rosto e os cobertores nas janelas dos carros a taparem a carga.
Eram emigrantes, principalmente na França e na Itália a regressar a casa para as férias de verão.
A carga, por sua vez encontra-se por todo o lado. Dentro dos carros e a transbordar palos vidros, amarrada em cima dos carros e das carrinhas em grandes volumes coloridos.
Enquanto assistimos a isso bebemos a nossa última cereveja em território europeu e vamos andando para o carro que a fila parece mexer.

às 20.30 ainda estávamos na fronteira, prestes a saír do porto. O polícia que desandou com os nossos documentos nunca mais regressa. Já conhecemos um dos guias que nos dá uma ajuda com os documentos e as papeladas e depois querem dinheiro por isso! Como ainda não tinhamos dirhams queriam 5 euros!!! Como bons tugas que somos foi desandar automáticamente... já tinhamos sido avisados quanto a estas personagens.

Os marroquinos são muito stressados e é normal gritarem muito e esbracejarem, para irmos com o carro para um ou para outro lado da fila.. Parece que ninguém sabe o que anda ali a fazer,... o ideal é respirar fundo, ter muita paciência e não ir na conversa das propinas.

Infelizmente, o nosso plano de chegar a Chefchaoen nessa noite estava comprometido, devido ao facto de nos termos atrasado muito no barco.

O fuso horário é o mesmo e devemos ter saído do barco lá para as 21 e tal. Foi trocar dinheiro no posto de cambio à saída do barco, evitar o guardien do carro e seguir para Tétouan para pernoitar, com o guia da Lonely planet mesmo à mão.