quinta-feira, 21 de agosto de 2008

4. de Chaoen a Meknés

Chegada a Chefchaoen

A estrada de Tetouan para Chefchaoen foi feita num misto de sentimentos que envolviam medo da polícia e vontade de fumar uma.
Foi nesse percurso que a máquina fotográfica avariou, sendo que a ultima vez que a vimos viva e de boa saúde foi quando parámos para apreciar a paisagem das montanhas e fazer xixi.
Este momento está eternizado, comigo agachada atras de uma espécie de casa.

Ao fim de pouco tempo de viagem chegámos a Chaoen... Os marroquinos teem grandes bandeiras de marrocos na entrada de todas as vilas e esta não é excepção, e como todas as outras parece estar em tudo em obras. Vinhamos cansados dos irmãos infernais e queríamos finalmente chegar a algum local repousante (não sei se haverá assim muitos locais desses em marrocos, mas nessa altura eu não sabia disso...).

A chegada a chefchaoen foi um choque, como foi a chegada a qualquer povoação. Infelizmente entra-se sempre por alguma zona horrível antes de chegar ao coração das populações que é de longe mais interessante, porque marrocos está a crescer (1/3 da população tem menos de 15 anos) e há bairros novos em construção por todo o lado, básicamente o país está todo em obras.

As obras e os prédios novos, para além de não estarem concluídos são prédios pequenos, de três pisos, plantados no terreno como os dentes de uma velha desdentada, ou seja, espaçados e todos tortos. Entre eles, em vez de ruas e passeios, é terra batida por todo o lado.

Parece que aprenderam todos a colocar os tijolos e a abrir os buracos, e agora esperam aprender a meter o reboco, a tapar os buracos e a fazer os passeios.

Chaoen, para além de tb estar nesse estado, fica no sopé da montanha. Depois entra-se pela rua Hassan II (há uma rua com esse nome em todas as terras). Enfim, a rua Hassan é um bom exemplo da rua marroca, com coisas à venda em todo o lado, comida, galinhas, cabras penduradas à beira da estrada, gajos de gilaba por todo o lado. Tudo isto acompanhado pelos respectivos aromas, claro está.

Para relaxar, lá encontrámos a Praça Mohamed V (também existe uma praça com esse nome em todas as terriolas), onde nos sentámos numa esplanada. Fomos impedidos de estacionar nessa praça por um polícia que nos informou que ia decorrer aí um evento desportivo... estacionámos ao lado e abancámos em frente a duas colas observando a praça.

Toda a gente vinha ter conosco a perguntar de onde éramos e se queríamos drogas. Naquela altura só queríamos que não nos moessem o juízo, para podermos ler o guia como deve de ser e decidir o que fazer naquela terra. Quatro guias depois, um deles sentou-se até na nossa mesa, mas desitiu rápido!!!, lá começou o evento desportivo, que consistia numa corrida de 100 putos pela praça (alguns iam em corta-mato pelo jardim com um polícia a correr atrás deles)!!!

De acordo com o guia, fomos procurar o hotel Madrid, evitando a medina, que pensávamos ser parecida com a de tétouan (vendo agora, estávamos bastante enganados!! A medina de chaoen é única e maravilhosa).
O guia referia-se ao Hotel Madrid como cozy e com um décor a preceito... Ora, para além de estar numa rua em obras e cheia de pó, o hotel madrid ofereceu-nos um quarto apertadinho com um postigo para a rua!!!! Cozy!!!! ???

Chocados com a oferta, e a precisar de ar fomos para o parque de campismo refugiar-nos!!! Cheios de medo do parque, que pensávamos estar repletos de malucos freaks que iam buscar droga ás montanhas.

O camping de chaoen é um óasis! Apesar de ficar longe da medina, é um oasis, e nessa noite, depois de nos sentarmos por alguns minutos ao pé da fonte a ouvir a água e a recuperar do choque cultural, fomos capazes de descontrair, fazer um jantar porreiro, beber uma garrafa de vinho tuga e finalmente experimentar o pólen dos irmãos infernais.

A primeira broca marroquina teve de ser fumada em dois tempos. Uma primeira fase em que nos esquecemos de fumar o resto e uma segunda em que deixámos de tentar dormir para meter conversa com um freak que andava por marrocos de mochila sem tenda nem nada. (isso é que era freak à séria)


Chefchaoen
O segundo dia amanhece mais bem disposto. A vista é soberba. Como nos disseram que existiam umas cascatas abalámos em busca delas e foi fantástico. As cascatas banham a vila, e há muitos miúdos por todo o lado, a tomarem banho, a brincarem aos diques, a tomar banhos de sol em cima dos telhados. As mulheres lavam os tapetes nos lavatórios públicos, os rapazes deambulam por ali e perguntam-nos se quereremos drogas ou um guia para as montanhas... enfim, marrocos!!!

A medina de chaoen é linda, toda azul e limpa, com uma esplêndida vista sobre as montanhas, com muitas fontes de água, as cascatas e inúmeros percursos e lojinhas a explorar.

Descontraídos e calmos, passeámos pela medina, subimos ao monte a uma ruina de uma igreja ou mesquita com alta vista sobre a vila.

Chaoen revelou-se um sítio excelente!!! Nesse dia, passeámos imenso, fizemos compras aqui e ali (ainda tinhamos paciência para regatear e comprar) e jantámos na praça central da medina, numa esplanada que tinha um puto na rua a agariar clientes que nos disse “Portugueshi??? Estás fixe ou vais para penixe?” Lindo!

Foi o primeiro jantar de comida marroca, consistiu numa tagine de fígado, num prato de cuscus com frango, salada misca marroca, sobremesa, sumo natural e coca-cola, tudo por 10 euros para os dois, partilhado com os gatos que povoam todas as esplanadas marrocas.


Os vendedores de Chaoen (em breve)


Taza
Contentes com Chaoen, abalámos em direcção a Taza. Mais uma vez a entrada em taza é arrepiante e temos um vídeo que podem ver aqui.

Em taza o objectivo é visitar a Gruta de Frioato, as maiores de áfrica e as segundas maiores do mundo, e as ruínas romanas de Volubilis.

Consultado o guia, chegámos ao Hotel Frioato, e surpresaaaa!! O hotel vende cervejas!!! O que num pais muçulmano exige uma licença especial.
A esplanada do bar dá para a piscina, mas com tantos gajos a deambular por lá, torna-se impossível tomar banho a menos que se vista um pijama...

Todas as esplanadas marroquinas estão repletas de homens. Estes homens não fazem mais nada para além de estar na esplanada. E não é a verem passar miúdas, porque não se veem miúdas nem nas esplanadas, nem nas ruas, e as que há estão todas vestidinhas dos pés à cabeça.

O hotel promove todas as noites (pelo menos as duas que lá passámos) aquilo que nos parece ser um arraial de cerveja com música marroquina muitíssimo má, com entrada exclusiva de marroquinos machos. Uma das noites vimos sair uma única fêmea. O que se passa nessas festas ninguém sabe. Mas a música má prolongava-se até ás tantas.

Uma das atrações de Taza são umas cascatas, que nesta altura nos parecem já bastante apelativas. Aliás, qualquer sugestão de possibilidade de dar um mergulho merece a consideração de fazer uns kilómetros, que aqui se medem logo às centenas, porque ao fim de 4 dias de intenso interior, a ressaca de mar e de mergulho já se sente. Piscinas verdes em pijama não contam, naturalmente.

Volubilis ou o Guia da Montanha (em breve)


As Grutas de Frioato
São frias e escuras, mas contudo imponentes. Fomos guiados pelo Ilias. As cascatas a caminho estavam secas. A grande depressão do lado esquerdo antes de chegar à estarad da gruta é um gigante e imponente lago seco.

Nesse mesmo cruzamento que segue para as grutas, com duas moedas de 5 dh e em troca de um pacote de ervas malucas com cheiro a chá para a diarreia, pusemos dois putos histéricos. Ficaram a festejar até os perdermos de vista na curva da estrada.

Lanchámos perto da gruta, com a companhia de um dos raros cães que avistámos em marrocos.

Jantar em Taza
Os jantares foram dois. Na mesma mesa da mesma pizzeria onde nos refugiámos seguindo a indicação do guia.

5ª Feira: muita gente na rua. Eles e elas, de todas as idades. Na esplanada onde nos sentámos a “Pizzeria Jardim” (porém não vimos jardim algum) estava cheia de pessoas, com mesas mistas, o que é uma anormalidade por estas bandas. Estacionámos à porta, mas ainda assim fomos seguidos por putos a pedir trocos, observados por toda a gente e atendidos por uma rapaz todo aperaltado (se calhar também ia à festa do hotel...) e deveras simpático

6ª Feira: Mortos de cansaço do passeio da gruta, gratos por estar de novo á superfície e com uma esperança renovada de encontrar a mesma malta da noite anterior (composta de emigrantes marroquinos na frança, estudantes marroquinas emancipadas e europeizadas, tipos normais, gajas mais ou menos normais, pedintes idosos, pedintes crianças, etc) na pizzeria, lá regressámos para encontrar o mesmo lugar, as nossas cadeiras nas quais nos sentámos, mas o pessoal europeizado tinha desaparecido e as gajas também.

Não chegámos a perceber bem porquê, porque era sexta, afinal (o domingo dos muçulmanos, sabemos agora, é a sexta-feira).
Á noite, o mesmo arraial de música de pânico no hotel. Ligámos a coluna que comprei antes de ir, e kinámos antes mesmo de conseguir enrolar uma.


Headind Meknés e passagem por Fés
Para passar a Méknes passámos por Fés, aliás já tinhamos passado quando íamos para Taza. De ambas as fezes a coisa repetiu-se: ainda no caminho e mal nos aproximamos da cidade, aparecem logo mantados em motas, tipos que nos querem guiar pela cidade:

“_ Olá!!! Bienvenidos!! Primeira vez??? Que buscas? La parte nueba ou la parte vieja??? Te guio!, mira: lá bussola bláblábláblá..... bláaaaaaaa!!!!!!!” era sempre a fechar o vidro e a ligar o ar condicionado!!! Medoooooo

Ainda considerámos visistar Fés, mas 4 guias depoiis resolvemos seguir para Méknés, onde nos encontramos agora a jantar numa banca de rua, ao estilo festival marroki, onde tiramos fotografias com a máquina digital que comprámos na gruta.

Ás 21.30h o estado do Gonçalo era o seguinte:
- afta na bochecha esquerda
Dente do siso inflamado do lado direito
- herpes
- caganeira!!! :D
Eu gozei tanto com ele, na mais pura das ignorâncias quanto ao meu próprio destino. Também o filmei, mas dias mais tarde gravei imagens completamente deseinteressantes por acidente por cima desta preciosidade... estas férias não estava bem relacionada com a tecnologia... por isso escrevo este blog... é o meu único registo. Ainda bem que comprei aquele moleskin antes de partir.

Às 23.30 jantámos na rua outra vez, e ás 23.45 eu própria não estava muito bem da barriga, fortes suspeitas incidem na salada marroki, por isso às 23.55 foi uma dose de imodium e de ultra levur para ambos...

Um prenúncio.... diria eu agora...


Méknés
Era impossível visitar o que quer que fosse em Méknés devido aos 45º que faziam colar as havaianas ao chão e nos colavam ao ar condicionado da Riad Bahia... lá conseguimos visistar um museu que ficava mesmo ao lado, mas a onda cultural não foi mais além do que isso.

A riad bahia era realmente fantástica e tinhamos um quarto bestial junto ao terraço onde podíamos ouvir a música infernal da praça e tomar o pequeno almoço relaxados.

Também demos umas voltas sofridas pela cidade, mas estava demasido calor e a temperatura estica as distâncias.... também era impossível seguir os trajectos que vinham indicados no lonely planet, porque os trajectos pareciam incongruentes. Ainda assim, visistámos as oficinas do ferro, uma zona da medida dedicada ao trabalho do ferro, que mereceu bem a visita.

Por isso ao fim de dois dias abalámos em direcção a Marrakech... Pouco a pouco ia-mos desistindo da idéia de ir ao deserto. Não há qualidade de vida com 45ºC.


Um almoço à chuva

Por isso, amanhecemos (perto do meio dia, claro, que a riad é cara e há que aproveitar) e abalámos em direcção a Marrakech, com paragem em Ouzoud, na mira de umas outras cascatas, cheios de esperança.

Foram 7 horas de viagem onde se destacaram os seguintes aspectos:

- camiões com 4 metros de carga em altura

- vilas que se desenvolvem em torno de uma estrada larga, estilo entreposto comercial no meio de parte alguma, com muito cemércio, bancas, esplanadas viradas para a estrada, cabras penduradas e fogareiros para assar carne. Gajas nem vê-las.

- paragem em um desses entrepostos para comprar 2 pães e 2 folhados por 80 centimos de euro.

- paragem num entreposto para comprar uma àgua fresca de litro e meio e um tubo de cola UHU tudo por 1 euro.

- almoço romântico de pão, queijo e salchichas portuguesas á beira de um rio lamacento nos vales das montanhas entre e com 41º de temperatura, trovoada e uma chuvada monumental.

- tempestade de vento que levantou cortinas de pó antes da viragem para a estrada para Ouzoud.

- Um senhor a quem perguntámos direcções e a unica palavra que percebemos foi ouzoud, precisamente para onde queríamos ir.

- A vila de.... que ao contrário de todas as outras tinha bom aspecto e era muito desenvolvida

- as restantes aldeias da montanha que estão todas em crecimento e obras massivas

- as enormes mansões no meio do nada

- as vistas brutais do medio atlas... nunca vimos tanto monte junto. A paisagem é linda e está cheia de indícios de muita água, talvez na altura da primavera, pelo degelo, talvez.
Fiquei cheia de vontade de conhecer mais montanhas e passear por ali.

- a existência de bancas comerciais a vender todo o tipo de artigos, mas principalmente azeite, em qualquer parte do trajecto

- paisagens e paisagens e paisagens a perder de vista.

domingo, 17 de agosto de 2008

3. Tétouan

23.30
O primeiro jantar nas terras marrocas é Pizza.
Antes disto comemos figos de cacto, que comprámos na beira do caminho, uma iguaria que sempre quis experimentar. Por isso, fora os picos nas mãos, com 5 dirhams fizemos 3 putos contentes e demos 1/7 do ordenado médio diário ao pai deles.

Nesta altura do campeonado conseguimos arranjar 1 hotel e temos um guia à nossa espera que não nos larga os calcanhares... Que se lixe.. o gajo tem pinta... e trouxe-nos até aqui... tudo o que queríamos no final deste dia cansativo de barcos e ferrys era um hotel e comida quente. Se não nos guiar hoje, guia-nos amanhã à medina... parece inevitável.

2. Sul de Espanha e ferry boat para Tânger

Como disse, de bagageira cheia de tralhas e cabeça cheia de expectativas saímos de Lisboa a 28 de Julho rumo ao sul de Espanha, para pernoitar em Tarifa.

Somos dois, eu a Sofia e o Gonçalo.

Como a Eunice nos indicou um camping lá para Caños de Meca, aberto toda a noite e em plena agitação do Sul de Espanha em Agosto íamos à confiança e já era quase uma da manhã quando arribámos ao camping (um dos) e batemos com o nariz na porta. Que já era muito tarde e que não podíamos fazer barulho a montar a tenda... Nem o argumento da Quechua 2 segundos nem o barulhão que existia à nossa volta foi suficiente para o demover.

Felizmente demos com um outro camping acabadinho de estrear mesmo ao lado, com alvéolos de relvinha fofa, papel higiénico e gel de mãos nos balneários! Um luxo!

No dia seguinte acordámos a horas decentes para fazer a meia dúzia de kilómetros que nos separavam de Tarifa para apanhar o ferryboat para Tânger... Mas... o tráfego de ferrys com saída de tarifa estava cancelado até dia 5 de Agosto. A indicação que nos deram é que espervavam uma forte afluência nesse período e como o porto era muito pequeno.... enfim lá fomos para Algeciras... Sofrer uma seca muito grande ao sol dentro do carro e na fila para o embarque...

O stresse do embarque:
Bom, eram aproximadamente 13h. quando entrámos no porto de Algeciras, para comprar bilhetes e levantar Euros para trocar por Dirhams.
´´As 14.30 ainda estávamos dentro do carro ao sol, a tirar a pinta dos marroquinos que nos pareciam fisionómicamente semelhantes, com o mesmo formato de rosto e os cobertores nas janelas dos carros a taparem a carga.
Eram emigrantes, principalmente na França e na Itália a regressar a casa para as férias de verão.
A carga, por sua vez encontra-se por todo o lado. Dentro dos carros e a transbordar palos vidros, amarrada em cima dos carros e das carrinhas em grandes volumes coloridos.
Enquanto assistimos a isso bebemos a nossa última cereveja em território europeu e vamos andando para o carro que a fila parece mexer.

às 20.30 ainda estávamos na fronteira, prestes a saír do porto. O polícia que desandou com os nossos documentos nunca mais regressa. Já conhecemos um dos guias que nos dá uma ajuda com os documentos e as papeladas e depois querem dinheiro por isso! Como ainda não tinhamos dirhams queriam 5 euros!!! Como bons tugas que somos foi desandar automáticamente... já tinhamos sido avisados quanto a estas personagens.

Os marroquinos são muito stressados e é normal gritarem muito e esbracejarem, para irmos com o carro para um ou para outro lado da fila.. Parece que ninguém sabe o que anda ali a fazer,... o ideal é respirar fundo, ter muita paciência e não ir na conversa das propinas.

Infelizmente, o nosso plano de chegar a Chefchaoen nessa noite estava comprometido, devido ao facto de nos termos atrasado muito no barco.

O fuso horário é o mesmo e devemos ter saído do barco lá para as 21 e tal. Foi trocar dinheiro no posto de cambio à saída do barco, evitar o guardien do carro e seguir para Tétouan para pernoitar, com o guia da Lonely planet mesmo à mão.

1. Preparativos

Uma viagem começa sempre bem antes do seu início.
Há que planear percursos, locais, destinos, tempos de viagem, coordenar férias com preparativos, verificar documentos, tratar de vistos ou de passaportes, e sonhar com a partida.

Por isso, quando no dia 28 de Junho de 2008 nos enfiámos no carro, com a bagageira cheia de malas, latas de comida, tenda e sacos cama e com a cabeça cheia de idéias e expectativas, rumo a Marrocos, não foi o início da viagem, porque o início começa com a escolha do destino.

DOCUMENTOS
para uma viagem de carro a Marrocos são necessários os seguintes documentos:

- Passaporte com validade de pelo menos 6 meses depois da data de entrada em Marrocos. Pode tirar-se na loja do ciadadão e demora 6 dias úteis. Custa 60 Euros. Atenção que nos tiram uma fotografia na altura!!! Eu ia cheia de sono e despenteada pelo que a brincadeira me custou ficar com ar de presidiária... até porque não podemos mostrar os dentes num grande sorriso e temos de colocar o cabelo para trás das orelhas... o que não dá uma boa combinação... :)

- Extensão do seguro do carro. Um telefonema para a companhia de seguros e uma quantia de cerca de 50 euros resolvem o assunto. Atenção que pode demorar alguns dias.

- Documento que autorize a utilização do carro, caso não seja o seu proprietário. Este documento é um pequeno texto que deve ser assinado pelo proprietário do carro. A assinatura deve ser autenticada no notário e depois é necessário ir à embaixada de marrocos para eles colocarem um carimbo.

- O Roaming do telemóvel (se for Vodafone) já é automático mas é necessário escolher manualmente a rede mais barata, que não me lembro qual é. Depois é contar com chamadas entre 2 a 3 euros por minuto... :S

Como complemento, fiz um seguro de saúde que não cheguei a activar, no valor de 50 euros, 2 pessoas, com cobertura em caso de furto e despesas médicas.

OUTROS PREPARATIVOS
- CD's para muitas horas de viagem. A música marroquina pode ser muito interessante, mas tal como cá, as rádios não escolhem a melhor música... além disso já se ouve música nas cidades em toda a parte, por isso não se fiem no rádio :)
- Máquina fotográfica
- Tenda
- Fichas de identificação com cópia do passaporte... Nós fizemos, mas não foram necessárias.
- ... já volto a este ponto